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Agir com propósito também é participar: o meu percurso na Assembleia de Freguesia da Ajuda

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

No dia 3 de novembro de 2025, fui eleita membro da Assembleia de Freguesia da Ajuda, um momento que encaro não apenas como um marco pessoal, mas como um compromisso contínuo com a comunidade onde vivo e atuo.



Apesar deste marco, a verdade é que não costumo falar publicamente com frequência sobre a minha intervenção política. Este é um percurso que se estende desde 2010, particularmente em Lisboa e com maior incidência na zona ocidental - Ajuda, Belém e Alcântara. Ao longo dos anos, tenho optado por uma atuação mais discreta e focada no trabalho concreto, em parte porque reconheço que o espaço público tende, muitas vezes, a ser dominado por paixões ideológicas que simplificam excessivamente o debate. Com facilidade se colocam rótulos, se arrumam pessoas em “caixinhas” partidárias ou em cores políticas, o que nem sempre reflete a complexidade do pensamento, da ação e, sobretudo, do compromisso com o bem comum.


Assumir funções numa assembleia de freguesia é, muitas vezes, visto como um papel discreto. No entanto, é precisamente neste nível de proximidade que a democracia ganha corpo e impacto real. É aqui que as decisões se aproximam das pessoas, que as preocupações do dia a dia encontram espaço de escuta, e que o exercício de cidadania se torna tangível.


Desde a minha tomada de posse, tenho procurado contribuir de forma ativa, nomeadamente através da apresentação de moções que refletem preocupações concretas da freguesia e propostas construtivas para o seu desenvolvimento. Estas intervenções encontram-se registadas nas atas das sessões, disponíveis para consulta pública aqui.


Cada moção apresentada representa mais do que um documento formal - é o resultado de trabalho de equipa, escuta, reflexão e compromisso com as necessidades e preocupações em prol dos fregueses Ajudenses. São instrumentos que permitem trazer temas relevantes para discussão, mobilizar diferentes perspetivas e, sobretudo, promover ação.


A participação política, seja através de estruturas partidárias ou de forma independente, é uma das expressões mais concretas de cidadania ativa. Num contexto em que tantas vezes se fala de afastamento entre cidadãos e instituições, acredito profundamente que o envolvimento direto é uma forma poderosa de ativismo. Não um ativismo distante ou abstrato, mas um ativismo enraizado no território, nas relações e nas necessidades reais das pessoas.

Participar não exige perfeição, mas exige presença, responsabilidade e vontade de contribuir. A democracia constrói-se com vozes diversas, com debate informado e com disponibilidade para colaborar, mesmo quando existem diferenças.



A próxima Assembleia de Freguesia terá lugar no dia 18 de junho, nas instalações da Junta de Freguesia da Ajuda. Será mais um momento de trabalho coletivo, onde serão apresentadas novas moções e debatidos temas cruciais para o presente e o futuro da nossa freguesia.


Continuo a acreditar que agir com propósito é, também, escolher participar. E que cada espaço de decisão, por mais pequeno que pareça, é uma oportunidade de gerar impacto positivo.

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