Dia Mundial da Ajuda Humanitária: um convite a agir com propósito
- Joana Feliciano
- 19 de ago.
- 2 min de leitura
Atualizado: 20 de ago.
Hoje, 19 de agosto, assinala-se o Dia Mundial da Ajuda Humanitária. Uma data instituída pelas Nações Unidas em memória do atentado de 2003 em Bagdad (Iraque), que vitimou Sérgio Vieira de Mello e mais 21 trabalhadores humanitários. Uma data que não é apenas de homenagem, mas também de reflexão: sobre o valor da vida, a coragem de quem escolhe servir em cenários de risco e, acima de tudo, sobre a urgência de colocar a dignidade humana no centro das nossas ações (Nações Unidas, Comissão Europeia).
Vivemos num mundo marcado por crises sobrepostas - conflitos armados, catástrofes climáticas, deslocamentos forçados, desigualdades estruturais. A ajuda humanitária não é apenas uma resposta a emergências; é um ato de resistência contra a indiferença. É o lembrete de que nenhuma fronteira deve limitar a solidariedade.

O que significa agir com propósito neste contexto?

Agir com propósito é reconhecer que as nossas escolhas quotidianas têm impacto global. É perguntar: de que forma posso alinhar os meus valores pessoais com ações que promovam justiça social, equidade e dignidade? É dar espaço às histórias que ainda não foram contadas e às vozes silenciadas que precisamos de amplificar.
A ajuda humanitária é feita de pessoas - profissionais, voluntários, comunidades locais - que, em condições extremas, não desistem de acreditar que outro mundo é possível. Como lembra o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), são mais de 300 milhões as pessoas que hoje necessitam de assistência em todo o mundo. Estes números não são estatísticas frias: são vidas.
Um espaço de reflexão e ação
Com o lançamento do Agir com Propósito, quero que este seja um espaço para pensar, questionar e inspirar. Não trago respostas fechadas - mas sim perguntas que nos empurram para a ação:
Como podemos transformar indignação em compromisso?
De que forma conseguimos construir pontes entre ativismo, política e ação humanitária?
Que novas narrativas precisamos de criar para mobilizar empatia e solidariedade duradouras?
Inspirar mudança, todos os dias
O Dia Mundial da Ajuda Humanitária é um apelo à ação global, mas também pessoal.
Não precisamos estar num campo de refugiados ou numa missão internacional para contribuir. Podemos começar localmente: apoiar organizações da nossa comunidade, defender políticas públicas mais justas, promover conversas difíceis, praticar a empatia no dia a dia.
Este espaço nasce com essa ambição: ser um ponto de encontro para ideias e projetos que promovam mudança real. Porque agir com propósito é não aceitar o mundo tal como ele está, mas imaginar e construir o mundo como ele pode ser.
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